Publicado em 22 de outubro de 2019

Gráficos com dados de 2018 para o desmatamento, energia, e proteção da camada de ozônio

 
O EducaClima disponibilizou dados até 2018 de diversos gráficos sobre os setores de desmatamento, geração de energia e eletricidade, e proteção da camada de ozônio. Segue abaixo um resumo de tais dados. Para ver todos os gráficos, clique aqui.

 

Desmatamento

(clique nas imagens para ir a nossa página de gráficos e visualizá-los em maiores detalhes)

Com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), reunimos as seguintes informações:

 

Desmatamento da Amazônia Legal: em 2018 foram desmatados 7.536km² de floresta, um aumento de 8,5% frente ao desmatamento do ano anterior, de 6.947km².

A meta da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), para o ano 2020, é que o desmatamento seja de até 3.925km² (uma redução de 80% frente à média de desmatamento entre os anos 1996 e 2005, que foi de 19.535km² por ano). A PNMC foi instituída pela lei nº 12.187/2009 e regulamenta pelos decretos nº 9.578/2018 e nº 7.390/2010 (revogado). Os dados de 2018 mostram que a redução do desmatamento, naquele ano, em comparação com a média de 1996 a 2005, foi de 61,4%.

 

Desmatamento do Cerrado: dados preliminares demonstram que em 2018 foram desmatados 6.657km² do Cerrado, uma redução de 11% frente ao desmatamento do ano anterior, que foi de 7.474km².

A meta para o ano 2020, de acordo com a PNMC, é de um desmatamento de até 9.421km², uma redução de 40% frente à média de desmatamento entre os anos 1999 e 2008, que foi de 15.700km². Os dados de 2018 mostram que a redução conseguida frente à média de 1999 e 2008 foi de 57,5%.

 

Desmatamento da Mata Atlântica: em 2018 foi desmatada uma área de 114km². Esse valor é o menor desde o início da série histórica, em 1986, e representa uma redução de 9,5% frente ao ano anterior, cujo desmatamento também já era o menor da série histórica até então, no valor de 126km² desmatados.

 

 

Energia

(clique nas imagens para ir a nossa página de gráficos e visualizá-los em maiores detalhes)

Todos os dados abaixo levam em consideração a edição 2019 do Balanço Energético Nacional (BEN), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME):

 

Matriz energética nacional, em 2018:
– emissões de 416,1 MtCO2e, uma redução de 5% frente ao ano anterior (438,8 MtCO2e);

– 45,3% de nossa matriz energética é oriunda de fontes renováveis (2018), frente a uma média global de 13,7%, e de 9,7% se considerados apenas os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (2016);

– emissões per capita de 2 tCO2e/habitante (2018), enquanto nos EUA esse valor é de 15 tCO2e/habitante, na China é de 6,6 tCO2e/habitante e na União Europeia é de 6,2 tCO2e/habitante (2016);

– no quesito intensidade de carbono na economia, o Brasil emite 0,15 kgCO2/US$ (2018), enquanto a China emite 0,47 kgCO2/US$, os EUA 0,29 kgCO2/US$ e a União Europeia 0,18 kgCO2/US$ (2016);

– da energia consumida na indústria brasileira, 57% foi de fontes renováveis;

– da energia consumida nos transportes do Brasil, 23% foram de fontes renováveis, sendo que no mercado de combustíveis para veículos leves 42% foi de etanol (anidro + hidratado) e 58% de gasolina;

– da energia consumida nas residências brasileiras, 65% foi proveniente de fontes renováveis.

 

Matriz elétrica nacional, em 2018:
– 83,3% de nossa matriz elétrica é oriunda de fontes renováveis (2018), frente a uma média global de 24%, e de 23,8% se considerados apenas os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (2016);

– no quesito intensidade de carbono na geração elétrica, o Brasil emite 88 kgCO2/MWh (2018), enquanto a China emite 700,9 kgCO2/MWh, os EUA 438,7 kgCO2/MWh e a União Europeia 345,3 kgCO2/MWh (2016);

– geração eólica no Brasil: 48.475 GWh em 2018, um aumento de 14,4% frente ao ano anterior (42.373 GWh); e de 41 vezes frente a dez anos antes, 2008 (1.183 GWh);

– geração solar fotovoltaica no Brasil: 3.461 GWh em 2018, 415% maior que o ano anterior (832 GWh); e de 216 vezes frente a quatro anos antes, 2014 (16 GWh);

– geração distribuída (micro e mini) no Brasil: 828,1 GWh em 2018, 130% maior que o ano anterior (359,1 GWh) e 23 vezes frente a três anos antes (34,9 GWh);

– geração termelétrica representava 26,7% da energia elétrica brasileira em 2018, uma redução de 10% frente ao ano anterior (29,7%).

 

 

Proteção da Camada de Ozônio

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Informações obtidas com a equipe de Proteção da Camada de Ozônio, do Ministério do Meio Ambiente (MMA):

 

– imagens de satélites da NASA, agência espacial dos EUA, mostram uma diminuição do tamanho do buraco da camada de ozônio, demonstrando que as ações globais para diminuição e substituição das substâncias que destroem o ozônio estão surtindo efeito;

– o total de consumo de Substâncias que Destroem o Ozônio totalizou 826,3 tPDO no Brasil em 2018, uma redução de 1,3% frente ao ano anterior (837,3 tPDO);

– o Brasil alcançou em 2018 uma redução de 37,75% no consumo de gases HCFCs frente a sua linha de base (média do consumo entre 2009 e 2010), sendo que a meta de redução para 2018 era de 16,6%. A redução deve ser progressiva, atingindo 100% de redução do consumo de HCFCs em 2040.

 


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